Acima de 60 anos. A descoberta do mundo virtual

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Acima de 60 anos. A descoberta do mundo virtual

8.21.2016

Especial

Uma descoberta que não tem idade: a dos encontros, daquilo que é novo. Depois dos 60 anos, os filhos já casados e no mundo, Rose Mary Garcia Souza, 63, começou a aprender como anular tempo e distância. Interessou-se pela internet, comprou um smartphone e um tablet, pediu à neta que lhe ensinasse a se conectar com o infinito. “Ela começou a me ensinar os primeiros passos. Aí, a gente aprende; no outro dia, esquece; depois, aprende de novo! E fiquei tentando fazer só, fui metendo a cara!”, navega.

Pela brecha da tecnologia, Rose Mary aporta em um outro mundo. Descobriu o WhatsApp e o Facebook como pontes para cruzar do Crato (504,4 quilômetros), onde mora, ao Recife, cidade de parte da família. “Ficou mais fácil de se comunicar. Falo com todos, com os netos, passo mensagem”, diz. A internet a leva aonde ela quer, na busca também por receitas culinárias, penteados para as netas, “coisas de artesanato”, amizades antigas. “A relação (com a internet) é boa. Quando quero fazer uma coisa diferente, vou lá e procuro”, embarca.
 

Conectada, Rose Mary atualiza o presente e pega o barco em direção ao futuro com quase 5,2 milhões de usuários da web. O número é a ponta de uma pesquisa nacional do Instituto Locomotiva que mostra um crescimento de 940% na quantidade de pessoas acima dos 60 anos utilizando, regularmente, a internet no Brasil. Nos últimos oito anos, o aumento foi de 364 mil usuários dessa faixa etária, no País, para 4,8 milhões – revela o estudo, realizado em julho passado, com 1.950 entrevistas. 
 

No ranking nacional, o Ceará ocupa a 12ª posição, tendo, atualmente, cerca de 89 mil (ou 6% das) pessoas com mais de 60 anos conectadas e movimentando negócios virtuais da ordem de R$ 6,6 bilhões. O Estado está no meio do caminho, ainda tem muita conexão pela frente. “Pode melhorar. O que a gente vê é que, no Nordeste em geral, temos menos gente das classes A e B, que é a maior parcela dos que estão conectados”, relaciona Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Além disso, mais pessoas devem ultrapassar os 60 anos já conectadas, ele projeta.

 

Leia a matéria completa em:

https://goo.gl/4xgwuW

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