ISTOÉ DINHEIRO: A pandemia fará a gente viver em cinco meses o que levaria cinco anos

ISTOÉ DINHEIRO: A pandemia fará a gente viver em cinco meses o que levaria cinco anos

6.8.2020

 

Na home page do Instituto Locomotiva, do qual Renato Meirelles é sócio-fundador e presidente, uma frase em destaque serve de motto – “Mais do que entender de números, somos especialistas em entender de gente”. Um carimbo que inicialmente o transformou em autoridade no conhecimento do brasileiro da classe C, do pobre e do favelado e hoje num dos maiores especialistas em varejo e hábitos do consumidor no País. Em meio a levantamentos, dados e muita sensibilidade analítica, ele consegue tirar recortes otimistas da pandemia. “Há uma aceleração digital. Viveremos em cinco meses o que levaríamos cinco anos”, afirma.

 

DINHEIRO – Vamos começar pelo mais deprimente: houve uma massa das classes AB que pediu o auxílio emergencial pelo coronavírus, sendo que o primeiro corte, a renda, os excluía. Perdemos a noção de moral?


RENATO MEIRELLES — Nas pesquisas qualitativas essas pessoas dizem que são PJ e haviam perdido renda, ou a esposa trabalha e o cara não e um pede, ou ‘o governo nunca deu nada e tenho direito’… Não havia percepção deliberada de fraude.

 

Pior. De cada 100 pessoas de classes AB que pediram, 69% conseguiram o benefício. Entre os moradores de favela, de cada 100 que pediram, 61% obtiveram o benefício.
Mostra muito que os sistemas de controle do governo são frágeis.

 

A Covid-19 deixou os brasileiros, já desiguais, ainda mais desiguais?
A primeira grande fake news do coronavírus foi dizer que o vírus é democrático. Ele pode até atingir ricos e pobres da mesma maneira, mas os anticorpos da sociedade brasileira são muito diferentes entre os mais ricos e os mais pobres.

 

De que maneira?
Se a gente for ver pela lógica do acesso à internet, isso fica muito óbvio. Imagine que entre as pessoas que são elegíveis para conseguir o auxílio emergencial, ou seja, pertencem a uma família com renda per capita de até meio salário mínimo, destas 5,4 milhões não têm acesso à internet nem têm conta em banco [segundo o Ministério da Cidadania 50 milhões receberam a primeira parcela do benefício]. Simples assim.

 

Clique aqui para ler a entrevista completa no site.

 

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