VALOR ECONÔMICO: Terceiro setor evitou convulsão social na pandemia, diz Renato Meirelles


O presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, afirmou na Live do Valor desta quinta-feira que as organizações do terceiro setor garantiram que o Brasil não entrasse em convulsão social durante a pandemia. Ele lembrou que o trabalho conjunto entre a iniciativa privada e diversas ONGs permitiu que doações e recursos chegassem de forma rápida e eficiente para a parcela da população mais necessitada.


“A covid não é um vírus democrático que atingiu ricos e pobres igualmente. Pode matar ricos e pobres, mas, num país desigual, anticorpos econômicos e sociais são muito diferentes para resistir ao vírus”, afirmou. “Se é verdade que a favela é o local mais vulnerável, também é onde o movimento organizado estava mais presente. Foi isso que possibilitou que não houvesse convulsão social”, acrescentou.


Ele criticou ainda o que chamou de falso dilema entre economia e saúde. Segundo Meirelles, os grupos mais vulneráveis à covid-19 no Brasil — aqueles com mais de 60 anos ou com algum risco para a doença — formam o maior grupo consumidor do país, com R$ 2,1 trilhões consumidos. “Se essas pessoas morrerem, terão impacto muito maior para a economia do Brasil”, ponderou.


Entre as heranças deixadas pela pandemia na economia, Meirelles afirmou que, após meses de confinamento, o brasileiro aprendeu a controlar melhor as finanças, o que permite inclusive um consumo mais consciente.


Ele destacou que, desde o início da pandemia no país, 25 milhões de pessoas pediram delivery pela primeira vez e afirmou que 9 de cada 10 brasileiros têm certeza que não voltaremos ao “antigo normal”.


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