GÊNERO E NÚMERO: Uma em cada três grávidas diminuiu a ida a consultas e exames durante a pandemia


O coronavírus trouxe ainda mais insegurança para grávidas e mulheres em puerpério – período de 45 dias pós-parto. Medo de contaminação, falta de informação e de assistência adequadas são alguns dos obstáculos enfrentados por elas nestes últimos sete meses no sistema público de saúde, como revela a pesquisa “Mulheres Grávidas e Puérperas diante do Coronavírus”, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Locomotiva com 2.753 mulheres de 18 a 44 anos, de todas as classes sociais e regiões do país ―1.713 grávidas e 1.040 puérperas ― entre 23 de julho e 8 de agosto de 2020. O estudo tem o apoio da ONU Mulheres e da plataforma BabyCenter, em parceria com o Unicef e o UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas).


De acordo com a pesquisa, 85% das mulheres que estavam grávidas quando o novo coronavírus chegou ao Brasil ficaram com medo de se contaminar, e uma em cada três diminuiu a ida a consultas e a realização de exames presenciais. Neste contexto, as deficiências do sistema de saúde no atendimento e acolhimento das gestantes ficaram evidentes e se traduzem em números: 31% delas revelaram não ter recebido nenhuma orientação nas consultas de pré-natal sobre como evitar a contaminação pelo coronavírus, 41% disseram não estar bem informadas sobre os riscos específicos para as grávidas e 56% não se sentiam bem informadas sobre o risco de contágio para o recém-nascido.


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