ESTADÃO: Pandemia tira R$ 247 bi do consumo da classe média no ano, mostra estudo



A pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio o orçamento da classe média brasileira. Em meio ao aumento de despesas e à redução da renda, as famílias dessa faixa vão deixar de consumir R$ 247 bilhões em produtos e serviços em 2020. O cálculo faz parte de um estudo feito pelo Instituto Locomotiva com exclusividade para o Estadão/Broadcast.


No ano passado, a classe média brasileira foi responsável por um consumo de R$ 2,6 trilhões, o que representou 60% do total no País. Em 2020, considerando a retração econômica durante a pandemia e as perspectivas para a renda e o emprego até o fim do ano, o instituto calcula que o gasto dessa classe será R$ 247 bilhões menor.


A estimativa foi feita com base em dados primários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O que a pandemia vai tirar do bolso da classe média brasileira supera o PIB de países vizinhos como Uruguai, Paraguai e Bolívia (com base em dados de 2019).


No cálculo, o instituto considerou que a “classe média tradicional” é formada pelas faixas B, C1 e C2, que possuem renda média per capita mensal variando de R$ 667,87 a R$ 3.755,76. Esta fatia das famílias representa 51% da população. Ao todo, são 105 milhões de pessoas.


A diminuição do consumo está diretamente ligada aos efeitos econômicos da pandemia sobre essa parcela da população. “A classe média não recebeu o auxílio emergencial, como a baixa renda, e não tinha poupança, como a alta renda”, explica o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles. “Assim, ela viu uma pressão grande sobre seu orçamento.”


Para qualificar o impacto, o instituto realizou uma pesquisa por telefone com 1.700 brasileiros de classe média com 16 anos ou mais, entre os dias 5 e 9 de outubro. Foram ouvidas pessoas de todo o País. A margem de erro dos resultados é de 2,4 pontos porcentuais, para um intervalo de confiança de 95%.


Desemprego

Mais da metade dos consultados na pesquisa declarou que sua renda diminuiu durante a pandemia. Além disso, 35% acreditam que a renda continuará recuando após a enfermidade. Entre os integrantes da classe média que estão na iniciativa privada – portanto, que não possuem estabilidade funcional como os servidores públicos –, 64% disseram ter medo de perder o emprego.


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