G1: 95% das mães das favelas terão dificuldade para fazer almoço de Dia das Mães, aponta pesquisa



O Dia das Mães será difícil de ser comemorado nas favelas brasileiras. Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (7) pelo Data Favela, parceria entre o Instituto Locomotiva e a Central Única das Favelas (Cufa), mostra que 95% das mães dessas comunidades afirmam que terão dificuldade para fazer um almoço ou jantar para comemorar a data, em razão das limitações financeiras.


O levantamento revela também que 84% das mães de favela declaram que a família perdeu grande parte da renda com a pandemia de coronavírus, que 72% delas são chefes de família e que uma parcela dessas mulheres teve negado o pagamento da nova rodada do Auxílio Emergencial.


A pesquisa entrevistou 1.871 mães moradoras de 351 favelas localizadas em toda as regiões do país, entre os dias 1º e 4 de maio. A margem de erro é de 2,3 pontos percentuais.


“Vai ser difícil comemorar, porque a fome voltou a rondar as favelas. A realidade é de extrema necessidade”, alerta Renato Meirelles, presidente do Locomotiva. “O novo auxílio demorou a chegar, o valor é insuficiente e alcança um número menor de famílias”, acrescenta.


Veja outros destaques da pesquisa:


· 84% das mães de favela dizem que sua renda pessoal é hoje menor do que era antes da pandemia;

· 9 em cada 10 estão muito preocupadas com a perda de renda familiar;

· 8 em cada 10 mães que vivem em favelas pediram o novo auxílio emergencial;

· 3 em cada 10 mães de favela que requisitaram o novo auxílio emergencial tiveram o pedido negado;

· 72% das mulheres de favela são responsáveis pela maior parte da renda da casa;

· 82% das mulheres são responsáveis por comprar os alimentos da casa.


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