JORNAL DA BAND: Periferia consome R$ 120 bilhões por ano



Mais de 14 milhões de pessoas vivem em favelas no Brasil. Entre becos e vielas, existe um mercado consumidor gigantesco, como mostra o repórter Yan Boechat na nova série de reportagens especiais do Jornal da Band.


De longe, as construções sem reboco parecem uma coisa só. Um amontoado de blocos sem forma definida. Uma pincelada marrom na paisagem das grandes cidades. De perto, no entanto, as favelas brasileiras vêm se mostrando cada vez mais atrativas. Em especial para quem consegue cruzar as fronteiras do preconceito. E descobre o potencial econômico de uma população imensa, que movimenta mais de R$ 100 bi ao ano. São consumidores e empreendedores ávidos por acessar mercados que até pouco tempo pareciam distantes.


Renato Meirelles, presidente do grupo Locomotiva, tem se dedicado a estudar as favelas e as periferias brasileiras. Criou o Data Favela, um instituto de pesquisas que busca entender a realidade das mais de 7 mil comunidades espalhadas pelo País.


"As favelas representam um mercado muito grande, estamos falando de mais de 14 milhões de pessoas, que movimentam mais de R$ 120 bilhões por ano", explica.


Celso Athayde foi um dos primeiros a perceber exatamente a potência econômica das comunidades. Criou a Central Única das Favelas (Cufa), uma entidade que busca, antes de tudo, gerar riqueza nos locais onde atua.


"Aqui estão pessoas que consomem e produzem, não podemos vê-los como carentes, mas sim como potentes. As empresas sabem disso e muitas vezes elas veem com o que chamo de caô social, um discurso social, mas que na verdade não tem nenhuma responsabilidade social ou nenhum interesse em fazer social, o que elas querem em número muito expressivo é ganhar dinheiro na favela”, diz.


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