SBT BRASIL: 76% das mulheres já sofreram assédio e violência no trabalho, aponta pesquisa


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão revelou que 76% das mulheres sofrem ou já sofreram violência e assédio no ambiente de trabalho. Desse total, 40% relataram ter recebido gritos e xingamentos, 40% afirmaram ter sido supervisionadas excessivamente, 23% disseram que foram ameaçadas verbalmente e 4% das entrevistadas contaram que sofreram agressões físicas.


"As mulheres vivenciam uma série de situações de assédio e constrangimento no ambiente de trabalho que acabam sendo naturalizadas, ou seja, tratadas como situações cotidianas, de pouca importância", alertou Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, organização que contribuiu para o estudo.


Gerente do Programa Direitos e Trabalho da Laudes Foundation, outra parceira do relatório, Luciana Campello disse que a pesquisa foi feita em um momento muito oportuno, já que as desigualdades tornaram-se ainda mais evidentes por conta da pandemia de Covid-19. "Destaque ao aumento exponencial da violência de gênero associada às medidas de confinamento", explicou ela.


A desigualdade citada por Campello foi exposta pelos números: 12% das mulheres declararam ter sido alvo de agressões sexuais (assédio e estupro), contra 1% dos homens; 39% receberam insinuações constrangedoras ou convites para sair, mais que o quádruplo (9%) em comparação ao sexo masculino.


"É preciso falar sobre assédio no trabalho de forma ampla, inclusive nas empresas, coibindo essas situações e dando a devida relevância institucional ao tema, hoje tratado no âmbito individual, trazendo ainda mais sofrimento para as mulheres vítimas", orientou Saruê.


Outro dado alarmante foi em relação à postura das empresas diante das violências sofridas. Segundo o estudo, 23% das empregadas levaram o caso às instâncias superiores. Mais da metade (54%) das companhias ouviram o relato da vítima, mas não puniram o agressor, 12% nem ouviram o relato e apenas 34% decidiram pela punição. Um quarto das trabalhadoras pediu demissão após os constrangimentos e 1% foi demitida depois da denúncia.


Clique aqui para ler a matéria completa no site do SBT.

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