TELETIME EM DESTAQUE: Exclusão digital nas favelas



A conectividade tem se mostrado cada vez mais relevante para o desenvolvimento de praticamente todas as atividades econômicas. A Internet também é cada vez mais presente no nosso convívio social e se mostrou crucial para que serviços como educação e trabalho remoto durante a pandemia. Mas não foi assim para todo mundo.

Já há algum tempo, as pesquisas realizadas pelo Instituto Locomotiva têm trazido cada vez mais dados relevantes sobre como que a conectividade chega às camadas mais pobres da população, sobretudo em áreas como as favelas, em que os desafios de infraestrutura são maiores. E os números falam por si.


A carência de infraestrutura de telecom na periferia das cidades brasileiras resultou em um contingente de 43% dos moradores de favelas sem acesso a sinal de Internet 3G ou 4G em seus lares, ou com um serviço de baixa qualidade.


De acordo com a pesquisa conduzida pelo instituto, 13% dos moradores das favelas não contam com sinal móvel de Internet em sua residência. Somados aos 30% que classificam como ruim a disponibilidade do serviço, um total de 43% da população das comunidades teria acesso precário à rede.


Entre estudantes de escola pública da classe C, D e E, 32% não assistiram aulas online durante a pandemia por questão tecnológica. Nas favelas, são 54%. E 89% dos pais acreditam que o filho em casa não está estudando como deveria.


Enquanto os mais ricos têm computador em 83% dos lares, este número cai para menos de 20% entre os moradores de favela. Se os smartphones são um artigo de primeira necessidade e estão presentes em quase todos os lares, 86% ainda são pré-pagos, o plano acaba antes do período programado.


Estes são apenas alguns exemplos dos dados que o Instituto Locomotiva produziu ao longo das últimas pesquisas, e para conversar um pouco sobre esta realidade é que convidamos Renato Meirelles. Ele começa falando com a gente sobre estes achados.



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